Sabe a quase nada, escrever-te assim. És quem não é: um buraco cheio de nada, um grande buraco cheio de vazio e perguntas, perguntas vazias e grandes.
Saberás sempre que não és ninguém , que vagueias, esporadicamente, por mim;
De mim, saberás exclusivamente aquilo que não sou.
Há tanto de mim que decidi que não devias ver, por uma questão de organização - não fossemos nós perdermo-nos em coisas que não valem a pena... que não merecem o nosso tempo. Temos tão pouco tempo.
Nem mais do que dois palmos de pele suados, nem mais do que dois olhos fechados no escuro, do que duas mãos sem força para se... não... não vejo muito mais aqui que possa ser descoberto. Não há nada aqui que procures, apenas estradas por onde te passeias e vês mais do mesmo. Mesmo sem mais.
Só sei que andas demais, por histórias que desconheço, por metragens que invento e na qual te faço mistério.
Mas não sei nada de ti, senão esse rasto de imensa impotência que deixas escrito nos meus cadernos, e que eu transformo em distância cada vez que não te procuro, por te querer mais dependente de mim.
Por isso, não vou, não me dou. E tu queres lá saber!
Cada vez que me pergunto por ti, sinto-me respirar para dentro de um balão, vezes sem conta, contas sem ar.
E não penses que te respiro, pois não és ar, és simplesmente volátil... é aí que me perco.
Não nos conhecemos,
não percebo porque nos fomos cruzar.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
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